Hoje me peguei pensando, nesses meus vinte e um anos de jornada, se sou capaz de entender o significado da palavra “amor”.
Não estou falando do amor que você sente por seus familiares, por seus amigos, por seu parceiro conjugal, mas do amor em si, nu e cru. Do abstrato que, muitas vezes, se torna tão visível, por meio atitudes e palavras.
O que me intriga, em relação ao “amor”, é a complexidade que ele traz quando nós, reles humanos, tentamos chegar a um consenso que resulte em sua definição. Acredito que é para isso que o amor existe, enfim: para complicar as coisas. Mas será mesmo isso, ou será que nós é que complicamos tudo? Não seria muito mais fácil se todos sentíssemos mais e pensássemos menos? Por que será que a teoria é sempre mais fácil que a prática?
Cada pessoa tem sua própria visão do amor. Algumas pensam que amar é entregar-se, deixar-se levar pelo sentimento e tornar alguém essencial e indispensável. Mas, dizem que “o essencial é invisível aos olhos”, logo, como saber se a pessoa amada é, na prática, alguém essencial para você? Seria amar acrescentar? Às vezes, você se pega amando alguém que não influi nem contribui em absolutamente nada em sua vida. Você, simplesmente, ama por amar. E o que acontece com o essencial, neste caso? O amor é deveras, uma pedra no sapato...
Dizem que o amor é eterno... Será mesmo? Por que será que ele tem que ser eterno? Se nós não somos eternos, por que o amor seria? Eu gosto daquela frase, que diz: “que seja eterno enquanto dure”.
Para uns, amar é viver em função do próximo. Fazer o que for necessário, o possível e o impossível para fazer da pessoa amada um alguém mais feliz. Meu melhor amigo faz isso por mim. Isso o torna o meu mais perfeito amor? É uma questão de lógica: se o seu melhor amigo representa seu “anjo-da-guarda” na Terra, se, nele, você pode confiar e ser você mesmo, por que não considerá-lo o amor da sua vida? E se ele é o amor da sua vida, a pessoa mais perfeita, por que ele não pode ser o seu melhor amante? Afinal de contas, os princípios de uma relação conjugal são baseados em confiança, conforto, parceria, certo? Mas não apenas isso, creio eu...
Você já se deparou com aquela situação, em que alguém é capaz de mover mundos e fundos por você? Que para aquela pessoa, é Deus no céu, e você na Terra? Alguém capaz de dar a vida por você? Não seria esse mais um caso de amor perfeito? Todos sempre procuram alguém assim: “louco” por você. Mas por que será que, quando alguém assim aparece em nossas vidas, é quase sempre na hora errada e no momento errado? Por que você, nem sempre, consegue amar quem ama você, da mesma forma? E quando a relação pára de dar certo, quando o amor é mais intenso em um lado que no outro? Drama, drama, drama...
A verdade é que o amor não é racional. Ele vem sem aviso prévio e, quando ele chega, domina tudo, não deixando espaço para controle. Você sente, sente, sente... Mas isso não significa que ele deva ser inconseqüente. Atitudes por amor, também geram conseqüências, logo, sentimento e reflexão devem caminhar juntos. Se você se priva de viver e agir por amor, e passa a viver apenas pela razão, o amor perderá sua força. Há quem diga que “o amor é como fogo. Se não alimentado, morre.”, logo, alimente seu amor se ele trouxer benefícios para você. Razão e emoção devem se manter em equilíbrio, pois “a virtude encontra-se no meio”. Sempre.
Chego à conclusão de que, não adianta pensar e tentar definir o amor, pois ele se define por si só. Cada pessoa tem sua própria forma de amar, e não é porque seu amor não foi o mais intenso ou mais cheio de renúncias, que ele não foi real. Sinta, sinta, sinta e, se um dia o amor acabar, deixar de funcionar, não é porque ele não existiu, é porque o “eterno” dele chegou ao fim.
Não acho que eu saiba o que é o amor, afinal, é mais fácil senti-lo do que resumi-lo a um conceito.
Melina Menezes


Um comentário:
Que lindo meu amor!
Tu sabe que eu te amo e te admiro muito, muito de muitão!!!
Beijo minha linda! Fica com Deus!
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