Atendendo a pedidos, de volta estou. Andei meio, para não dizer totalmente, afastada do blog, por inúmeros motivos. Tenho passado por muitos momentos, nos quais bato de frente com diferentes sentimentos... É um sentir estranho, novo, que, durante muito tempo, não soube expressar. Porém, agora, mais ciente de meus propósitos, sinto-me preparada para redescrever minha jornada. Não a jornada referente à uma viagem, mas a jornada do sentir, do descobrir, do expressar. Debater, questionar, concluir, refletir... é para isso que escrevo aqui.
Devo, a priori, justificar o título deste "post": "Nostalgia".
Acho que esta palavra, de certa forma, já faz parte do meu ser. Em 1 ano e 7 meses "ausente", à parte do meu mundo, passei por poucas e boas. Porém, em nenhum desses momentos, deixei de sentir saudade, ou, sequer, senti-me completa. A sensação de vazio sempre me acompanhou... Contudo, o vazio ao qual me refiro é um vazio inconstante, ora imensurável, ora irrelevante. Confuso, não?
Pois bem. Como em toda e qualquer outra jornada, nessa minha "nova vida", amei, desamei, me apaixonei, me iludi, cresci, regredi, namorei, acabei, me entreguei, me arrependi, perdoei, confiei, me decepcionei... em outras palavras: VIVI!
Momentos felizes, momentos tristes... enfim, momentos: momentos únicos, momentos meus. No entanto, a tal da nostalgia, este laço que me prende ao passado, nunca me abandonou.
Por que será tão difícil para todo e qualquer ser humano, desapegar-se de seu passado?
Para alguns, o hoje na vida de um homem, nada mais é que o reflexo de seu ontem. Para outros, o passado representa algo melhor ou pior, quando comparado ao presente. Será mesmo?
Devido à esta "crença", de que o ontem é sempre melhor do que o hoje, o passado representou, durante muito tempo, um grande fantasma, um grande peso, em minha vida, que me prendia ao chão, impedindo-me de ser livre, de recomeçar, de ampliar meus horizontes. Tentei de todas as formas, me livrar desse "vazio" que me acompanhava, dessa saudade que incomodava no fim do dia, quando me deitava à procura de descanso. Não consegui...
Passei a buscar, portanto, um ponto de equilíbrio entre estes dois momentos da minha vida. Passei a tentar redefinir meu conceito de passado: de algo melhor ou pior para algo em prol do melhor.
Descobri que meu vazio era nada mais que uma descrença, com relação ao meu presente. Por acreditar em meu ontem, não me permiti acreditar em meu hoje. Vivi, durante meses, uma vida de comparações. Conclui que a única forma de amenizar esse bendito "vazio" seria, não ignorando-o, mas redirecionando-o. O passado e o vazio passaram, portato, a impulsionar meu presente, em direção ao futuro. Se há algo que me falta agora, preciso batalhar para conquistá-lo futuramente... e, assim, sucessivamente. Dessa forma, pude ver que o vazio de meu presente não é gerado pela ausência de algo pertencente ao passado ou proveniente de ações praticadas durante o mesmo, mas pela ausência de algo melhor hoje, ou de algo melhor para meu amanhã.
Aprendi que sentir-se completo, que livrar-se do vazio, é impossível. A busca incessante pela melhoria de seja lá o que for na sua vida, é o que te mantém caminhando. Afinal de contas, o ser humano é um animal naturalmente insatisfeito, caso contrário, a vida seria deveras, simplória. Satisfação e humanidade são conceitos completamente opostos.
O passado sempre existirá para lembrar-nos de como nós SEMPRE podemos melhorar e adquirir algo mais proveitoso e mais satisfatório no presente, em prol do futuro.
Lembre-se de que: "pessoas felizes lembram do passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo."
Como já dizia Oswaldo Montengero: "Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.."
Saudade para sempre existirá, mas isso não siginifica que um futuro melhor não estar por vir.
Melina Menezes