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terça-feira, 30 de novembro de 2010

Águas passadas não movem moinhos... certo?







Back To December
Taylor Swift

I'm so glad you made time to see me
How's life? Tell me, how's your family?
I haven't seen them in a while
You've been good; busier than ever
We small talk, work and the weather
Your guard is up and I know why
Cause the last time you saw me
Still burns in the back of your mind
You gave me roses and I left them there to die

So this is me swallowing my pride,
Standing in front of you saying
I'm sorry for that night
And I go back to December all the time,
It turns out freedom ain't nothing but missin' you
Wishing that I realized what I had when you were mine
And I go back to December, turn around
And make it all right
I go back to December all the time

These days I haven't been sleepin',
Stayin' up playing back myself leavin',
When your birthday passed
And I didn't call, then I think about summer,
All the beautiful times,
I watched you laughin' from the passenger side
And realized I loved you in the fall
And then the cold came,
With the dark days when the fear crept into my mind
You gave me all your love
And all I gave you was goodbye

So this is me swallowing my pride,
Standing in front of you saying
I'm sorry for that night
And I go back to December all the time,
It turns out freedom ain't nothing but missin' you
Wishing that I realized what I had when you were mine
And I go back to December, turn around
And change my own mind
I go back to December all the time

I miss your tan skin, your sweet smile,
So good to me, so right
And how you held me in your arms
That September night;
The first time you ever saw me cry
Maybe this is wishful thinking
Probably mindless dreaming
If we loved again, I swear I'd love you right
I'd go back in time and change it but I can't
So if the chain is on your door I understand

But this is me swallowing my pride,
Standing in front of you saying
I'm sorry for that night
And I go back to December,
It turns out freedom ain't nothing but missin' you
Wishing that I realized what I had when you were mine
I go back to December, turn around
And make it all right
I go back to December, turn around
And change my own mind
I go back to December all the time

All the time


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nostalgia...

Atendendo a pedidos, de volta estou. Andei meio, para não dizer totalmente, afastada do blog, por inúmeros motivos. Tenho passado por muitos momentos, nos quais bato de frente com diferentes sentimentos... É um sentir estranho, novo, que, durante muito tempo, não soube expressar. Porém, agora, mais ciente de meus propósitos, sinto-me preparada para redescrever minha jornada. Não a jornada referente à uma viagem, mas a jornada do sentir, do descobrir, do expressar. Debater, questionar, concluir, refletir... é para isso que escrevo aqui.

Devo, a priori, justificar o título deste "post": "Nostalgia".

Acho que esta palavra, de certa forma, já faz parte do meu ser. Em 1 ano e 7 meses "ausente", à parte do meu mundo, passei por poucas e boas. Porém, em nenhum desses momentos, deixei de sentir saudade, ou, sequer, senti-me completa. A sensação de vazio sempre me acompanhou... Contudo, o vazio ao qual me refiro é um vazio inconstante, ora imensurável, ora irrelevante. Confuso, não?

Pois bem. Como em toda e qualquer outra jornada, nessa minha "nova vida", amei, desamei, me apaixonei, me iludi, cresci, regredi, namorei, acabei, me entreguei, me arrependi, perdoei, confiei, me decepcionei... em outras palavras: VIVI!
Momentos felizes, momentos tristes... enfim, momentos: momentos únicos, momentos meus. No entanto, a tal da nostalgia, este laço que me prende ao passado, nunca me abandonou.

Por que será tão difícil para todo e qualquer ser humano, desapegar-se de seu passado?
Para alguns, o hoje na vida de um homem, nada mais é que o reflexo de seu ontem. Para outros, o passado representa algo melhor ou pior, quando comparado ao presente. Será mesmo?

Devido à esta "crença", de que o ontem é sempre melhor do que o hoje, o passado representou, durante muito tempo, um grande fantasma, um grande peso, em minha vida, que me prendia ao chão, impedindo-me de ser livre, de recomeçar, de ampliar meus horizontes. Tentei de todas as formas, me livrar desse "vazio" que me acompanhava, dessa saudade que incomodava no fim do dia, quando me deitava à procura de descanso. Não consegui...

Passei a buscar, portanto, um ponto de equilíbrio entre estes dois momentos da minha vida. Passei a tentar redefinir meu conceito de passado: de algo melhor ou pior para algo em prol do melhor.

Descobri que meu vazio era nada mais que uma descrença, com relação ao meu presente. Por acreditar em meu ontem, não me permiti acreditar em meu hoje. Vivi, durante meses, uma vida de comparações. Conclui que a única forma de amenizar esse bendito "vazio" seria, não ignorando-o, mas redirecionando-o. O passado e o vazio passaram, portato, a impulsionar meu presente, em direção ao futuro. Se há algo que me falta agora, preciso batalhar para conquistá-lo futuramente... e, assim, sucessivamente. Dessa forma, pude ver que o vazio de meu presente não é gerado pela ausência de algo pertencente ao passado ou proveniente de ações praticadas durante o mesmo, mas pela ausência de algo melhor hoje, ou de algo melhor para meu amanhã.

Aprendi que sentir-se completo, que livrar-se do vazio, é impossível. A busca incessante pela melhoria de seja lá o que for na sua vida, é o que te mantém caminhando. Afinal de contas, o ser humano é um animal naturalmente insatisfeito, caso contrário, a vida seria deveras, simplória. Satisfação e humanidade são conceitos completamente opostos.

O passado sempre existirá para lembrar-nos de como nós SEMPRE podemos melhorar e adquirir algo mais proveitoso e mais satisfatório no presente, em prol do futuro.

Lembre-se de que: "pessoas felizes lembram do passado com gratidão, alegram-se com o presente e encaram o futuro sem medo."

Como já dizia Oswaldo Montengero: "Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade.."

Saudade para sempre existirá, mas isso não siginifica que um futuro melhor não estar por vir.




Melina Menezes